E o seu figurino para o filme The Runaways, provavelmente teria a feito ser expulsa. O filme conta a história de ascensão e queda da primeira banda de Joan Jett, uma banda de hard-rock só de raparigas (chama por alguns de “glam-punk”) que emergiu no meio dos anos 70. Assim como a vocalista de 15 anos e Jett e a sua amiga íntima Cherie Currie, Fanning interpretou parte uma ingénua, parte uma chave de cadeia, numa peruca branco-gelo, meias arrastão e espartilho S&M. De uma hora para a outra, Fanning foi de uma adorável e talentosa “estrela mirim” para um artigo maduro genuíno e a crítica notou. Falando sobre The Runaways no The New York Times, A.O. Scott falou: “Sra. Fanning, que se mostrava como uma actriz notavelmente disciplinada e auto-consciente desde quase a sua infância, mostra uma vulnerabilidade de destruir corações assim como um equilíbrio assustador.” O The Denver Post chamou a sua performance de “desarolhada.” A mensagem foi evidente: Ela estourou.
A amizade que surgiu dessa experiência foi com Kristen Stewart, a protagonista de Twilight de 20 anos que interpretou Joan Jett, para a Currie de Fanning. De acordo com as duas jovens, re-decretar a amizade íntima entre Jett e Currie trouxe as aproximou instantaneamente e um respeito mútuo as manteve nesta direcção. “Dakota é tão inculpavelmente estável,” diz Stewart. “Na maioria dos casos, eu sinto como se ela fosse mais velha que eu. É só quando ela começa a falar sobre rapazes que eu me lembro o quanto ela é jovem.” (Não, Fanning não tem um namorado. Até então, diz ela, não teve “nada sério.”) As duas, que dividiram a tela rapidamente em The Twilight Saga: New Moon, reuniram-se em Eclipse, o terceiro filme da série, com Fanning a repetir o seu papel como uma vampira numa capa longa e sapatos ‘Mary Jane.’ A sua personagem, Jane, pode causar dor com os seus pensamentos, conseguindo isto enquanto encara intensamente as suas vítimas com olhos que parecem reflectores vermelhos, graças a um par de lentes de contacto coloridas. Dado quantos actores dependem de sua comunicação emocional dos olhos, as lentes de contacto foram uma incapacidade que abalaram outra performance menos confiante. “É algo que sempre esteve lá para mim, eu tenho grandes olhos azuis — tem sido algo que as pessoas sempre comentaram,” diz Fanning. “Mas eu gostei do vermelho. Você se tranforma automaticamente numa criatura quando coloca esses olhos vermelhos.” Fanning (que lê desde os 2 anos) leu os livros de Twilight depois que foi escolhida para o elenco. “Eles são tão viciantes!” diz, ainda que o seu gosto natural de literatura vá para um lado mais refinado: Agora ela está a ler o romance de Jeffrey Eugenides, The Virgin Suicides.
Dezesseis é uma idade de ambivalência, um período de enrolar na entrada da maturidade com um pé a salvo no domínio da infância. Algumas das escolhas recentes de Fanning parecem calculadas para projectar a mensagem de que ela não é mais a criança que estreou sendo o contrário do personagem com disturbio de mentalidade de Sean Penn em I Am Sam, quando tinha 6 anos. (Penn foi indicado ao Oscar pela sua performance; Fanning foi indicada ao Screen Actors Guild Awards — ela não ganhou, mas foi a pessoa mais jovem a ser indicada). Uma grande decisão, interpretar a adolescente do Alabama que foi estuprada, no filme Hounddog, de 2007, gerou repercursão. Para a sua surpresa, as pessoas pareceram não conseguir distinguir a verdadeira Dakota Fanning, de 13 anos, e a sua personagem nas telas. “Quando você começa jovem, as pessoas realmente se apegam a quem você era quando tinha 6 anos,” diz Fanning. “Eu espero que The Runaways tenha sido meio que um momento tipo, ‘Você sabe, eu não sou mais aquela rapariguinha, mas eu ainda não estou totalmente crescida, também.’” Há um rítmo ponderado e paciente na sua ambição; neste momento, ela está de olho num projecto com a sua irmã, que tem 12 anos e está para aparecer no filme Somewhere, de Sofia Coppola, que será lançado mais para o fim deste ano. Fanning está encantada, e ela sabe disso: Imagine um mergulhador olímpico a se balançar três vezes na beira do tampolim antes de dar o salto. “À medida que você fica mais velha, há tanto mais que você pode fazer nos filmes,” ela diz. “Eu nunca quis apressar isso; eu sempre quis fazer o que foi certo para a minha idade, mas quando você se aproxima dos 18 anos, um mundo totalmente novo se abre para si como actriz e eu anseio muito por isso."
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