O líder do Bauhaus, Peter Murphy, chegou à cena já sendo virado de cabeça para baixo como um morcego, mas ele estava mais gótico para o último filme de Crepúsculo, estrelando como um vampiro em “Eclipse”. O cantor britânico diz à Rolling Stone que nunca leu os livros de Stephenie Meyer, mas ele acha que os filmes têm muito a ver com sua música, então ele se aproximou da supervisora musical Alexandra Patsavas no festival South by Southwes do ano passado. “Eu não achei que haveria algum interesse, mas como um aparte eu disse a ela, ‘Seria excelente estar no filme também,’” disse Murphy. Ele teve uma experiência anterior com a música “Bela Lugosi’s Dead” com o Bauhaus no filme vampiresco de 1983 – “The Hunger” e tem certeza que sua música foi a chave para o nascimento de Crepúsculo. “Tenho certeza que ‘Bela Lugosi’s Dead’ ajudou a inspirar o nome de Bella”, ele disse. “Não sou um fã de Crepúsculo, mas se eu tivesse que escolher entre Bela (Lugosi) e Bella (Swan), eu escolheria Bella Swan”.
Patsavas disse a ele que o elenco para “Eclipse” estava completo, mas quatro meses depois o diretor David Slade o chamou e disse, “Venha participar do filme”, relembra Murphy. Slade ofereceu o papel do Frio, um dos vampiros originais, em um momento breve, mas crucial, para ilustrar a estória sobre o início da luta entre os lobisomens e os vampiros. “É um flashback imaginário”, disse Murphy. “Quase como uma sequência de um sonho”.
A filmagem da sua cena de um minuto durou um dia inteiro, incluindo maquiagem e treinamento para a coreografia, então ele mesmo fez as acrobacias. “Tecnicamente eles tinham o papelão cinza que representavam o lobo”, disse Murphy, “e isso te dá alguma coisa para lutar (contra). Eu não poderia lutar com um lobo real, eu acho – eu não sou tão corajoso”.
Agora que Murphy participou com uma música em um filme de vampiro e atuou em outro, ele disse que está aberto para continuar a interpretar os morto-vivos enquanto precisarem do papel. “Eu não me importo de ser figurante. Fui figurante por anos!” diz ele. Ele gosta de “True Blood” (“Porque eles não me escalam como o rei dos vampiros?”) e ele está intrigado com o próximo filme de Neil Jordan e Neil Gaiman, “The Graveyard Book”. (“Eles deveriam me convidar para interpretar Silas, não deveriam?”)
Mas, acima de tudo, ele quer interpretar novamente seu papel atual em um dos dois próximos filmes de “Amanhecer” ou ter sua música neles. Ele diz que a equipe de “Eclipse” considerou a ideia de usar uma música lenta de seu próximo álbum, “Ninth”, “Never Fall Out” no filme. “O que eu gosto em Crepúsculo é que não é abertamente adulto”, acrescentou. “É realmente muito bonito, sem dentes pontiagudos ou presas salientes. Eu acho que é realmente uma estória pós-moderna sobre vampiros e acho que funciona bem. Se você pensar sobre isso, o amor que Edward sente por Bella o leva de volta à humanidade, o que transforma seu amor em algo puro e perfeito”, diz o cantor. “Eu adoro o fato de que há esperança para o que consideramos amaldiçoados”.
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